January 15th, 2012

pargo delícia

Desde que sou gente que me lembro desta receita. Tal como a maioria das crianças, eu também não era fã de peixe. Preferia os douradinhos ao peixe cozido (bem tenho de confessar que hoje adoro peixe mas ainda não acho grande piada ao peixe cozido…), e era com bastante sacrifício que a minha mãe tentava que eu o comesse. Por vezes deixava-se ir nas minhas perguntas enquanto eu comia filetes de espadarte com batatas fritas. : “Mãe, isto é bife não é?” “Claro filha, é bom não é? Tens de comer tudo“.

Deixo a receita original mas desta vez não usei as amêijoas, troquei a manteiga por margarina vegetal e, claro, tive de aumentar a dose para alimentar toda a família :)

 

Pargo Delícia

(Adaptado de teleculinária e doçaria, n.º 650 Especial Agosto 1991)

Ingredientes

1 pargo (≈ 1,5 kg)

1 ½ limão

100 gr de manteiga

0,5 kg de amêijoas

100 gr de camarões ou gambas

1 dente de alho

Batatinhas novas q.b.

Azeite, sal e pimenta q.b.

 

Preparação

Arranjar o peixe, dar uns golpes no lombo e temperar com sal , pimenta e o sumo de 1 limão. Untar um tabuleiro com um pouco da margarina, colocar o peixe e regar com azeite e por cima espalhar o resto da margarina em cubos. Levar ao forno bastante quente e ir regando com a própria gordura.

Lavar as batatas, colocar numa panela com água e sal e levar a cozer. Quando estiverem prontas, descascar e levar ao lume uma frigideira com um pouco de azeite e o alho esmagado. Deitar as batatas e deixar alourar.

Depois do peixe estar assado, regar com o 1/2 sumo de limão e escorrer um pouco da gordura para uma frigideira. Levar ao lume a gordura, juntar os camarões, deixar fritar e adicionar as amêijoas, com ou sem casca. Ir mexendo e assim que estiverem douradas/abertas deitar sobre o peixe e servir com as batatas e uma salada verde.

Bom apetite ✿

 

January 6th, 2012

dia de reis

Continuação de um excelente dia de Reis!

Aqui fica a sugestão de uma galette des rois :)

 

January 5th, 2012

2011

Não sei se acontece com vocês mas para mim a semana entre o Natal e o Ano Novo é bem melancólica. É nessa altura em que pego na minha agenda e desfolho-a lentamente para ler as minhas anotações e lembrar o que fiz em determinados dias do ano. Vejo também as milhares muitas fotografias que tirei, a paixão pela fotografia ajuda a recordar cada pormenor das cidades visitadas. Apesar das desilusões e tristezas vou guardar apenas os bons momentos de 2011:

- comi uma crepe com nutella num dia frio em Paris e  visitei a Disneylandia em época natalícia;

- aprendi a fazer canoagem no rio Zêzere e ski nos pirinéus;

- fiz workshops de chocolate e assisti à bênção das fitas do meu irmão;

- comi uma francesinha e visitei as caves do vinho do Porto;

- fui a Viena e vi um concerto de música clássica, comi chocolates, bolos típicos e café vienense;

- passeei pela Serra da Arrábida e pelo Buddah Eden no Bombarral;

- tomei banho nas praias do Algarve e fui a Madrid provar tapas;

- a festa dos tabuleiros em Tomar foi lindíssima apesar da confusão;

- conheci uma das cidades espanholas que é património da humanidade: Mérida;

- fui a concertos, festivais gastronómicos, restaurantes e mercados.

Sorri, amei, chorei, gritei, estudei, passeei, brinquei, fotografei… Mais um ano passado na companhia de quem mais amo, que tanta alegria me dá por fazerem parte da minha vida.

Com a entrada no novo ano já comecei a fazer a minha lista de resoluções: viagens, pratos novos, estudos e muita vontade de escrever para dar continuidade a este blogue são alguns dos meus desejos. E para todos vocês, votos de um magnífico Ano 2012!

 

December 22nd, 2011

it’s Christmas time

Chestnuts roasting on an open fire…” para mim uma das frases que me faz lembrar o Natal. Ele vem de mansinho acompanhado pelos dias cada vez mais pequenos e pelo frio. Hoje começou o Inverno, tivemos o dia mais pequeno do ano e faltam apenas 2 dias para um dos meus feriados preferidos. As receitas estão escolhidas, a comida já está comprada e só falta arregaçar as mangas e começar a trabalhar. No dia 24 de Dezembro tenho a minha rotina habitual: acordo cedo, levo o computador para a cozinha, coloco as músicas de Natal (este ano tenho o CD do Michael Bublé para me animar!) e começo a organizar os cozinhados. Depois do almoço acendo a lareira para aquecer a casa e volto para a cozinha onde fico quase até à hora de jantar. Não, não é sacrifício nenhum, é um gosto! Este ano fico sozinha até ao fim da tarde pois toda a família trabalha (no meio desta crise até é bom sinal!). Aqui seremos apenas os quatro sete habitantes da casa a passar o Natal, ia-me esquecendo dos miaus! Somos poucos mas teremos um pouquinho de cada doce. Normalmente costumo dividir a comida desta época. Este ano, por exemplo, vou fazer fatias douradas no Natal e no Ano Novo teremos sonhos. É a nossa estratégia para comermos um pouquinho de tudo :)

Aproveito para desejar a todos os visitantes do Carpe Diem um Santo Natal cheio de amor, saúde, alegria, tolerância e paz. Afinal são esses os sentimentos desta época em vez do consumismo desenfreado certo? Pode ser que agora algumas pessoas voltem um pouco às origens e comecem a sentir e a celebrar “o verdadeiro Natal” sem ser preciso “comprar” a família e amigos com prendas. Votos de um fim-de-semana bem tranquilo e com comidinha saborosa. Um bjinho ♥ Boas Festas!

 

Tags:
December 18th, 2011

panquecas de café

No domingo passado estava a preguiçar à lareira com os gatos e de repente fiquei com muita vontade de comer panquecas. Tentei resistir mas não consegui e então fui preparar uma receita bem simples que tinha visto na televisão.  Costumo usar a da Nigella mas desta vez decidi experimentar as panquecas de café do Chef Henrique Sá Pessoa que vi no seu programa Ingrediente Secreto, que dá aos domingos às 19h, na RTP 2. São práticas de preparar e muito saborosas com um toque final a café. Segui a sugestão do chef e fi-las pequenas que chegaram ainda para o meu pequeno-almoço do dia seguinte. Soube tão bem comê-las antes de ir trabalhar :)

 

Panquecas de Café

Ingredientes

(Adaptado de Henrique Sá Pessoa, Ingrediente Secreto – café)

1 café espresso (±50ml)

150 ml de leite

4 colheres de sopa de açúcar

3 ovos

175 g de farinha

1 colher de chá de fermento

Margarina q.b.

 

Preparação

Numa taça bater as claras em castelo (sugestão do chefe: pode-se juntar essência de baunilha – não coloquei).

Noutro recipiente juntar o leite, o café, o açúcar, as gemas e mexer com uma vara de arames. Adicionar a farinha e o fermento peneirados e continuar a mexer. Incorporar as claras delicadamente com uma colher.

Untar uma frigideira anti-aderente com um pouco de margarina e levar ao lume. Quando estiver bem quente, com a ajuda de uma concha da sopa, colocar um pouco de massa (faça do tamanho que preferir). Assim que começarem a aparecer bolhas à volta das panquecas está na hora de virar. Atenção para não queimarem, elas fazem-se muito rapidamente.

Servir a gosto com fruta, mel, compotas, açúcar e canela, etc…

 

December 17th, 2011

uma espécie de bacalhau com natas

Desde pequena que me lembro da minha mãe a fazer este bacalhau e a chamá-lo “Bacalhau com natas”. Na verdade, este bacalhau não leva apenas natas mas sim um molho béchamel temperado com limão e mostarda que lhe confere um toque especial e delicioso. Para ser sincera, esta é a melhor versão de bacalhau com natas que já comi em toda a vida.

Para fazer esta receita costumo utilizar quantidades medidas a “olhómetro” para alimentar 6 pessoas (4 pessoas à mesa, mais 2 refeições para o trabalho). Aqui basta ver quanto comem de bacalhau e batatas e depois é só preparar, é muito simples.

 

Bacalhau com natas (molho especial)

Lavar e cortar as batatas aos cubos. Fritar mas sem deixar ganhar cor.

Num tacho colocar água e levar ao lume. Quando ferver, colocar o bacalhau, tapar e retirar do lume. Tirar as peles, espinhas e desfiar.

Numa frigideira colocar um pouco de margarina, um fio de azeite e uma cebola grande cortada às rodelas e deixar alourar. Quando estiver pronta retirar do lume.

Para o molho* (ver o molho béchamel): numa caçarola colocar 2 colheres de sopa cheias de margarina. Depois de derretida adicionar imediatamente 2 colheres de sopa de farinha e mexer com uma vara de arames. Deixar cozinhar um pouco para cozer. Juntar o leite e continuar a mexer (nesta altura coloco a varinha mágica para triturar bem o molho e vejo se é necessário acrescentar mais leite, depende da espessura). Ao preparado juntar um pacote de natas (200ml) e mexer mantendo em lume brando. Retirar do fogão e acrescentar ½ sumo de limão, ½ colher de sopa de mostarda Dijon, sal e pimenta (eu provo e vou temperando a gosto).

Para a montagem: num tabuleiro colocar as batatas, a cebola, o bacalhau e o molho. Envolver bem e polvilhar com queijo ralado e levar ao forno quente a gratinar.

 

* eu faço mais molho pois gosto do bacalhau bem cremoso mas não sei ao certo as quantidades.

December 16th, 2011

sonhos de natal

Estes sonhos estão todos os anos na nossa mesa de Natal. A minha mãe recebeu a revista “A boa mesa” ainda em solteira e desde aí que faz sempre a mesma receita pois como se diz “em equipa vencedora não se mexe“. E assim vos digo que nunca experimentámos outra, todos os anos vamos buscar a nossa revista velhinha (mais velha que eu!) para fazer estas delícias. Para mim são dos melhores por serem ocos por dentro, assim que trinco um ele murcha e não custa nada a comer, afinal até parece que o pecado não é tão grande :)

 

Sonhos
(Adaptado de A boa mesa, Dezembro de 1981)

Ingredientes
2 dl de água
45 g de margarina
Sal q.b.
130 g de farinha de trigo
4 ovos
30 g de açúcar
Casca de limão
Óleo q.b.
Açúcar e canela q.b.

 

Preparação
Num tacho colocar a água, a margarina, o açúcar, umas pedrinas de sal e a casca do limão e levar ao lume. Quando levantar fervura, retirar a casca do limão, deitar a farinha em chuva e mexer rapidamente.
Tirar do lume, bater com a colher, sem parar, até a massa estar fria. Acrescentar então um ovo inteiro, continuando a bater, até completa absorção do ovo; depois de a massa estar bem ligada deitar outro ovo e assim sucessivamente – deve ficar muito bem batida. Deixar descansar por 15 minutos.
Levar uma caçarola ao lume, com bastante óleo, e quando este estiver quente, mas não muito para não queimar, deitar a massa em colheradas (com a ajuda de colheres de sopa, como quando fazemos os pastéis de bacalhau). Fritar em lume brando e depois retirar e deixar repousa um pouco em papel absorvente. Por fim, passar numa mistura de açúcar e canela moída. Bons sonhos!

 

December 11th, 2011

bolachas de Natal ★

No primeiro sábado do mês já cheirava a Natal aqui em casa. Nessa tarde preparei um bolo rei, estas bolachas e uma empada para o jantar, tudo ao som de músicas natalícias. Por enquanto esta é minha época preferida do ano. Adoro-a e tenho pena que não se prolongue por mais tempo, não é pelas prendas mas sim pelo espírito, pelas cores, pelos cheiros, pelo frio e lareira acesa,  e pelo amor e harmonia que se sente no ar. Apesar dos tempos difíceis que atravessamos, tudo isto me dá paz e esperança por um mundo melhor.

Num fim de tarde estava a ver a lista dos programas gravados na nossa box da televisão quando me deparo com uns episódios da Nigella Lawson que deram no ano passado (!) e que ainda não tinha visto. Tal como diz a minha mãe, e muito bem, é o que acontece quando ponho tudo a gravar e não tenho tempo para ver. No meio de maravilhosas receitas encontrei estas bolachas de baunilha bem simples que serviram perfeitamente para dar uso aos meus cortadores. Para estas bolachas usei a batedeira mas a Nigella diz que ficam boas mexendo apenas com a colher de pau. As quantidades que utilizei foram retiradas do seu programa televisivo só depois é que encontrei a receita no Food Network.

Estas bolachas com sabor a baunilha e com uma doce camada são óptimas para acompanhar um copo de leite bem quentinho.

 

Bolachas de Natal

(Adaptado de Nigella Lawson – Renderam 30 unidades, mas vai depender do tamanho das vossas figuras)

Ingredientes

Massa

90g de manteiga

100g de açúcar branco

1/2 colher de chá de essência de baunilha

200g de farinha

1 ovo

1/2 colher de chá de fermento em pó

pitada de sal

 

Cobertura de glacé

100g de açúcar em pó

3 colheres de sopa de água quente

corantes (opcional)

 

Preparação

Bater a margarina com o açúcar até ficar uma mistura cremosa e homogénea.

Juntar a essência de baunilha e uma colher de sopa de farinha. Continuar a bater a massa, acrescentado o ovo e o resto da farinha, fermento e sal.

Polvilhar a bancada com um pouco de farinha e deitar a massa. Amassar um pouco enquanto se faz uma bola achatada (como não descolava das mãos, acabei por acrescentar mais farinha até conseguir manusear bem ±25 g). Enrolar a massa em película aderente e levar ao frigorífico por 30 minutos.

Na superfície polvilhada com farinha, esticar a massa com a ajuda de um rolo até ficar com ± 0,5cm de altura. Mergulhar os cortadores de bolachas em farinha e cortar a massa. Ir colocando as bolachinhas no tabuleiro sobre uma folha de papel vegetal de cozinha.

Levar ao forno por 10minutos a 180ºC ou até as pontas estarem douradas, mas a bolacha tem de ficar branquinha. Retirar do forno e colocar a arrefecer sobre uma grade.

Para a cobertura, misturar numa taça o açúcar e a água quente e bater com a batedeira até obtermos uma mistura brilhante. Se necessário, acertar a textura acrescentando água quente ou um pouco de açúcar.

Dividir a cobertura por tacinhas, juntar uma gota de corante e mexer. Atenção que o corante é muito forte (também pinta as mãos!) por isso eu fui acrescentando gota a gota com um palito.

Por fim vem a parte gira, decorar as bolachas com o glacé a gosto (colocar uma camada fina pois a cobertura irá-se espalhar sozinha). Só é preciso imaginação!

December 4th, 2011

que rico pastel

Na quinta-feira passada aproveitei a tarde do feriado para ir com os meus amigos comer um Pastel de Belém. Como sempre havia uma fila enorme para comprar os famosos pastéis que este ano foram considerados uma das sete maravilhas da gastronomia portuguesa. Ao entrar deparei-me com os lindos azulejos pintados à mão, tão típicos do nosso país, que decoravam as várias salas para tomar café. O barulho de fundo das chávenas a baterem nos pires, das pessoas a saborearem os deliciosos pastéis e as conversas animadas às mesas foram suficientes para prever que teria de estar na fila à espera de lugar. Enquanto esperava consegui espreitar para a cozinha da fábrica (através de um enorme vidro), a receita ainda é secreta mas podemos ver os funcionários a colocarem os pastéis no forno e a retirá-los das formas. Um chá quente acompanhado por um pastel ainda a fumegar polvilhado com canela e açúcar em pó e a companhia dos amigos alegraram o meu dia. Para os pais trouxe uma caixinha de seis com a imagem da Mariza, uma das nossas melhores fadistas. Gostei muito do design das embalagens com personalidades do nosso fado, é uma maneira de os turistas levarem um pormenor do nosso país. Quando saímos tivemos a sorte de ver o imponente Mosteiro dos Jerónimos iluminado nesse fim de tarde de Outono.

December 3rd, 2011

a minha colecção :)

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...