uma tarte tatin

A minha paixão pela tarte tatin vem desde a minha adolescência. A simplicidade da maçã caramelizada e da massa folhada faz as delícias da minha gula. Uma pequena fatia não chega para a satisfazer mas como digo: “eu sou tão feliz a comer isto!”.

Na minha última viagem a Paris fui jantar ao Restaurante Au Père Louis e no meio de tantas sobremesas como o Petit Gâteau Moelleux au chocolat, Crème Catalane ou os Profiteroles au chocolat, tive de escolher a Tarte Tatin et sa Crème Fraîche. E que boa escolha! Uma tarte cheia de maçã e caramelo, uma autêntica perdição.

Aqui por casa faço muitas vezes mas costuma ser a olho, sem medidas ou quantidades certas. No fim do verão passado experimentei uma versão com pêssegos frescos. Uma óptima opção para variar e aproveitar o excesso de fruta da época.

Finalmente, participo pela primeira vez no evento Dorie às Sextas que tinha como desafio da quinzena a receita da Tarte Tatin de Maçã. A receita é de Dorie Greenspan, do seu livro Baking. Aqui deixo a minha sugestão feita com aquilo que tinha na despensa:

 

Tarte Tatin de Maçã e Pêra

Ingredientes

1 disco de massa folhada fresca

2 maçãs bravo de esmolfe

3 pêras rocha

1 colher de chá de canela em pó

1 estrela de anis

70g de margarina

80g de açúcar mascavado

Sumo de limão q.b.

 

Preparação

Pré-aquecer o forno a 200ºC.

Descascar as maçãs e pêras, retirar os caroços e cortar em fatias (± 1cm). Colocar numa taça e salpicar com o sumo de limão. Reservar.

Numa frigideira grande, que possa ir ao forno, levar a margarina ao lume. Quando estiver derretida, inclinar a frigideira para untar as laterais. Retirar do lume e polvilhar o fundo com o açúcar.  Dispôr as fatias de maçãs e pêras e tapar as falhas com pedaços mais pequenos de fruta. Polvilhar com a canela em pó e colocar a estrela de anis. Levar novamente ao fogão, em lume médio, até reduzir o açúcar e começar a ficar caramelizado. Apagar o fogão.

Retirar a estrela de anis e cobrir com o disco de massa folhada. Dobrar as pontas para dentro da forma. Levar ao forno durante 20-30min até ficar estaladiça e dourada.

Assim que retirar do forno, desenformar e arranjar a fruta, que pode ficar desorganizada. Servir morna a gosto (com gelado de baunilha, chantilly, crème fraîche…).

 

Nota: para a próxima irei aumentar a quantidade de fruta 🙂

 

Bom apetite ✿

 

que rico pastel

Na quinta-feira passada aproveitei a tarde do feriado para ir com os meus amigos comer um Pastel de Belém. Como sempre havia uma fila enorme para comprar os famosos pastéis que este ano foram considerados uma das sete maravilhas da gastronomia portuguesa. Ao entrar deparei-me com os lindos azulejos pintados à mão, tão típicos do nosso país, que decoravam as várias salas para tomar café. O barulho de fundo das chávenas a baterem nos pires, das pessoas a saborearem os deliciosos pastéis e as conversas animadas às mesas foram suficientes para prever que teria de estar na fila à espera de lugar. Enquanto esperava consegui espreitar para a cozinha da fábrica (através de um enorme vidro), a receita ainda é secreta mas podemos ver os funcionários a colocarem os pastéis no forno e a retirá-los das formas. Um chá quente acompanhado por um pastel ainda a fumegar polvilhado com canela e açúcar em pó e a companhia dos amigos alegraram o meu dia. Para os pais trouxe uma caixinha de seis com a imagem da Mariza, uma das nossas melhores fadistas. Gostei muito do design das embalagens com personalidades do nosso fado, é uma maneira de os turistas levarem um pormenor do nosso país. Quando saímos tivemos a sorte de ver o imponente Mosteiro dos Jerónimos iluminado nesse fim de tarde de Outono.