” Cada manhã, um escritor caminhava à beira-mar para se inspirar e à tarde ficava em casa a escrever. Certo dia, viu que uma criança que apanhava estrelas-do-mar na areia e, uma por uma, as colocava no mar. “Porque fazes isso?” – perguntou o escritor. “O senhor não está a ver! – explicou a criança – a maré está baixa e o sol está muito quente. As estrelinhas-do-mar vão secar e morrer se ficarem aqui na areia”. O escritor espantou-se. “Existem milhares de praias neste mundo e milhões de estrelas-do-mar. Que diferença irá fazer? Tu salvas umas poucas, mas a maioria acaba por morrer”. A criança parou a olhar para o escritor, mas instantes depois pegou noutra estrela-do-mar, colocou-a no mar e disse ao escritor: “A esta fiz diferença”. E seguiu caminho continuando a sua “missão”. Naquela noite o escritor não conseguiu dormir, e pela manhã voltou à praia ao encontro da criança. Uniu-se a ela e, juntos, começaram a devolver as estrelas-do-mar ao oceano.”
Autor desconhecido
É com estas palavras que tentam chegar ao coração das pessoas para que ajudem a Eduarda – eu soube deste caso por uma Professora da faculdade que conhece a Eduarda.
“A Eduarda tem 29 anos e uma Leucemia Mielóide Aguda – LMA. Para a vencer, precisa urgentemente de um transplante de medula óssea. Infelizmente, os familiares não são compatíveis! É por isso que a Eduarda precisa de si. Não custa nada, só lhe pedimos a sua solidariedade e que se inscreva no Banco de Dadores de Medula Óssea.”
Eu já sou dadora de medula óssea e anseio pelo dia em que poderei vir a ajudar. Mais não posso fazer mas peço que todos contribuam pela Eduarda e por todas as outras pessoas que sofrem de Leucemia.
“Para que se realize um transplante de medula é necessário que haja uma total compatibilidade das medulas entre doador e receptor. Caso contrário, a medula será rejeitada. Esta compatibilidade é determinada por um conjunto de genes localizados no cromossoma 6. Por isso, devem ser iguais entre doador e receptor.”
“Actualmente a transplantação de medula óssea é uma prática corrente mas só cerca de 25% dos doentes têm um dador familiar compatível. Os restantes 75% que têm de recorrer a dadores não aparentados. A transplantação de medula óssea com dadores não aparentados aumentou grandemente a taxa de sobrevivência. Hoje em dia, aproximadamente 80% de todos os doentes têm, pelo menos, um potencial dador compatível. Esta percentagem subiu significativamente (em 1991 era 41%) depois do esforço que foi feito mundialmente no recrutamento de dadores.”
“Apesar de se fazer uma pesquisa entre 8 milhões e meio de dadores (em 2003), os doentes muitas vezes não encontram nenhum igual…”
Para ajudar, basta dirigirem-se a um centro e tirar um pouquinho de sangue, depois é só aguardar. Quem estiver interessado dirija-se a um dos Centros de Histocompatibilidade ou esteja atento aos peditórios nacionais:
CEDACE, Registo Português de Dadores de Medula Óssea
Hospital Pulido Valente
Alameda das Linhas de Torres, 117
1769-001 LISBOA
Tel. 21 750 41 00
Fax. 21 750 41 41
Centro de Histocompatibilidade do Centro
Pcta Prof. Mota Pinto – Edf.São Jerónimo, 4º Apartado 9041
3001-301 Coimbra
Tel: 239480700/719
Centro de Histocompatibilidade do Norte
R.Roberto Frias – Pavilhão Maria Fernanda
4200-467 Porto
Tel. 22 51 9102 ou 22 557 3470
Hoje (16 de Dezembro) dirija-se às instalações da Creche da Misericórdia de Gaia, situada na Rua Almeida Costa, N.º 151, em Devesas, entre as 9h e as 17h, e dê sangue (Depois dessa data, poderá sempre fazê-lo no Hospital S. João). A Eduarda e todas as outras pessoas contam consigo. Este será o seu presente de Natal!
Para mais informações consultar:




A Dona desta Cozinha